“A evidência é clara: quase cinco anos de conflito destruiu a economia síria e a habilidade das pessoas de comprar algo essencial como comida para poder sobreviver”, disse o economista-chefe do PMA.

Antes um grande contribuinte para a economia doméstica da Síria, o setor de pecuária foi gravemente afetado pelo conflito. Foto: FAO/Tahseen Ayyash
A produção de alimentos na Síria em 2015 permanece 40% abaixo dos níveis anteriores à crise, impactando o preço do pão, que disparou em 87%. A informação foi revelada nesta quinta-feira (23) pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA), que alertou do risco irreversível de fome, especialmente, nas crianças, que classificou como algo “real, com consequências futuras graves”.
“A evidência é clara: quase cinco anos de conflito destruiram a economia síria e a habilidade das pessoas de comprar algo essencial como comida para poder sobreviver”, disse o economista-chefe do PMA, Arif Husain.
Um relatório especial, elaborado conjuntamente pelo PMA e da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), afirma que a colheita de trigo deste ano será melhor que a de 2014, quando o país sofreu com graves secas, porém “não proporcionará melhoras significativas na situação de segurança alimentar dos domicílios.”
Cerca de 9,8 milhões de pessoas na Síria vivem com insegurança alimentar, com 6,8 milhões delas em situação grave. O diretor da Divisão de Emergência e Reabilitação da FAO, Dominique Burgeon, afirmou que os agricultores locais necessitam de apoio urgente de doadores para poder cumprir com o prazo da estação de plantio, que começa em outubro.