Preço dos alimentos aumenta pelo segundo mês consecutivo, diz FAO

Elevação do custo foi causada por um aumento de 15% nos lacticínios. Preço de cereais deve continuar a subir até o final do ano. Inflação mensal de alimentos na América Latina e Caribe foi de 1,3%.

Foto: UNMISS/James Sokiri

Foto: UNMISS/James Sokiri

A Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO) divulgou na quinta-feira (9) que os preços dos alimentos no mundo subiram pelo segundo mês consecutivo. A produção mundial de cereais secundários poderá estabelecer um novo recorde este ano.

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO — que mede variações mensais nos preços internacionais de uma cesta com carne, laticínios, cereais, óleos e gorduras, e açúcar — subiu dois pontos para 215,5 em abril, um aumento de 1% em comparação a março.

O ligeiro aumento foi impulsionado principalmente por um aumento de 15% no preço dos lacticínios. A mudança deve-se em especial a uma baixa na produção de leite na Nova Zelândia, o maior produtor do mundo.

Já o preço dos cereais poderá continuar a subir durante todo o ano devido a condições climáticas incomuns, segundo a FAO. A produção de cereais secundários deve aumentar 9,3%, atingindo um novo recorde de 1,266 milhão de toneladas.

A organização também estima que a produção de milho deve aumentar 10% esse ano. Os EUA, o maior produtor mundial, devem plantar a maior área de milho desde o seu nível mais alto, em 1936.

Além disso, os preços dos óleos e gorduras caíram 1,5%, ou dois pontos, desde março. Segundo a FAO, o enfraquecimento dos preços de energia e as preocupações com a economia global continuam a influenciar o preço do óleo vegetal.

O preço da carne não foi alterado desde o final de 2012.

Inflação mensal de alimentos na América Latina e Caribe foi de 1,3%

Na região da América Latina e Caribe, o aumento mais significativo da inflação mensal de alimentos em março foi observada na Venezuela, com um aumento de mais de 3% – embora esta cifra seja semelhante à inflação geral mensal, avalia a FAO.

Em outros países também houve aumentos significativos na inflação dos alimentos, embora de menor magnitude: no Brasil e no Uruguai ultrapassou 1%, superando a inflação geral mensal.

Um fenômeno particular observado em março foram as variações moderadas positivas nos índices de preços dos alimentos no Chile, Colômbia, Equador e Peru, que em fevereiro haviam relatado variações negativas no índice.

Mais detalhes sobre o índice na região em http://bit.ly/YW7sPb e http://bit.ly/YW7yX7