Preço dos alimentos na América Latina continua sendo o mais baixo dos últimos dois anos, diz FAO

O Brasil teve uma variação negativa de 0,3% no preço dos alimentos, um fenômeno observado regularmente no mês de julho nos últimos quatro anos.

Carne e cebola foram os alimentos que mais influenciaram positivamente o índice. Foto: FAO

Os preços dos alimentos na América Latina e no Caribe cresceram em média 0,1% em julho, registrando pelo segundo mês seguido seu nível mais baixo dos últimos dois anos, divulgou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) nesta quinta-feira (12).

Segundo a agência da ONU, a taxa de 0,1% reflete a estabilidade na evolução dos preços dos alimentos. A carne e a cebola estão entre os principais alimentos que tiveram impacto positivo sobre os preços na região.

A inflação mensal geral da região registrou uma taxa de 0,3% em julho, ligeiramente abaixo dos 0,5% que haviam sido registrados nos três meses anteriores.

Os índices de preços em geral e de alimentos foram negativos na Nicarágua, El Salvador e México. Costa Rica e República Dominicana registraram aumentos em suas taxas mensais de preços dos alimentos de 0,8% e 1,5%, respectivamente. Em Honduras e Panamá, os índices foram muito similares ao mês de junho, informa o relatório mensal de preços.

Na América do Sul, a Venezuela obteve uma redução significativa na taxa mensal de inflação dos alimentos, que passou de 5,8% em junho para 2,4% em julho. Colômbia, Peru e Uruguai tiveram uma inflação mensal maior do que em junho, porém, em níveis moderados em relação àqueles registrados em outros meses do ano. O Brasil teve uma variação negativa de 0,3% no preço dos alimentos, um fenômeno observado regularmente no mês de julho nos últimos quatro anos.