Colheitas e estoques abundantes são o principal motivo para a queda dos preços, que alcança sexto mês consecutivo. Esse é o período mais longo de declínio desde o final dos anos 1990.

Produção de trigo em Bamyan, Afeganistão. Foto: FAO/Giulio Napolitano
Os mercados de alimentos estão mais estáveis e os preços da maioria das mercadorias agrícolas continua a baixar comparado aos últimos anos, de acordo com o relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Panorama do Alimento, publicado nesta quinta-feira (09).
As colheitas e os estoques abundantes são o principal motivo para a queda dos preços internacionais dos alimentos. A produção mundial de trigo em 2014 deve alcançar um novo recorde, enquanto os cereais devem alcançar 2,5 bilhões de toneladas – com previsões de que seus estoques alcancem o maior nível em 15 anos até o final da época da colheita de 2015.
As sementes oleaginosas e de cassava – grão básico para milhões de pessoas – também devem atingir recordes, enquanto o leite cresce de forma estável em muitos países.
O Índice de Preços dos Alimentos da FAO de setembro, também divulgado nesta quinta-feira (09), registrou queda pelo sexto mês consecutivo, alcançando a média de 191,5 pontos. Esse é o período mais longo de declínio do índice desde o final dos anos 1990.
O documento demonstrou ainda que a carne está em alta histórica de preços; porém, o aumento de agosto para setembro foi pequeno, depois de meses de elevações constantes. A produção cresce moderadamente, mas não o bastante para reduzir os seus altos preços atuais.
A FAO ainda divulgou na mesma data o relatório Perspectivas de Colheita e Situação da Alimentação, que monitora a segurança alimentar de países em desenvolvimento. Foram realçados vários pontos críticos de preocupação especial – como o Iraque, a Síria, a Somália, o Sudão e a América Central. Além disso, a segurança alimentar em Guiné, Libéria e Serra Leoa está sendo seriamente afetada pela epidemia do vírus do ebola.