Preços dos alimentos ficam estáveis após três meses de queda, afirma FAO

Aumento de 4,4% nos preços de óleos e gorduras equilibrou os custos menores de cereais e açúcar.

Mulher em mercado de frutas Foto: FAO/J. Spanner Os preços mundiais dos alimentos estão estáveis após três meses de queda com o aumento dos preços do óleo e de gorduras equilibrando os preços menores de cereais e do açúcar, disse nesta quinta-feira (7) a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

O Índice de Preços de Alimentos da FAO – que mede variações mensais nos preços internacionais das carnes, laticínios, cereais, óleos, gorduras e açúcar – manteve-se em 210 pontos em janeiro, o mesmo que em dezembro.

Segundo a FAO, o preço do açúcar está caindo por causa de um excedente, notavelmente no Brasil e na Tailândia. O Índice de Preços do Açúcar mediu 268 pontos em janeiro, uma queda de 2,2%, ou seis pontos, em relação a dezembro.

O Índice de Preços dos Cereais marcou 247 pontos em janeiro, 1,1% ou cerca de três pontos abaixo na comparação com dezembro. Esse índice tem diminuído desde outubro, refletindo melhores condições das culturas agrícolas.

Os preços dos óleos e gorduras aumentaram 4,4%, ou nove pontos em relação a dezembro, revertendo quedas nos últimos quatro meses e alcançando 205 pontos em janeiro. A recuperação foi impulsionada principalmente pelo óleo de palma por causa da demanda de importação desse produto.

O custo dos laticínios apresentou média de 198 pontos, um pouco maior do que em dezembro, 196. Os preços da carne marcaram 176, um pouco menores que o do mês anterior por causa dos menores preços das carnes de ave e de porco.