Preços mundiais de alimentos chegam ao menor índice em quase sete anos, informa FAO

A depreciação do real frente ao dólar contribuiu para a redução do preço do açúcar. A melhora nas condições de cultivo do milho colaborou para aumentar a previsão da safra de cereais.

A produção global de trigo para 2015 tem agora uma previsão de 728 milhões de toneladas, 5 milhões a mais do que anteriormente planejado. Foto: FAO/Olivier Thuillier

A produção global de trigo para 2015 tem agora uma previsão de 728 milhões de toneladas, 5 milhões a mais do que anteriormente planejado. Foto: FAO/Olivier Thuillier

O preço das principais commodities alimentares continuou caindo em agosto devido à oferta abundante de alimentos, declínio nos preços de energia e as preocupações sobre a desaceleração econômica na China, informou, nesta quinta-feira (10), a Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO).

De acordo com o Índice de Preços de Alimentos da FAO, que acompanha os preços internacionais de mercado de cinco grandes grupos de produtos alimentares de base – cereais, carne, laticínios, óleos vegetais e açúcar –  eles registraram quedas em agosto. O índice registrou média de 155.7 pontos em agosto, uma queda de 5,2% a partir de julho, a maior redução desde dezembro de 2008.

O preço dos lácteos e do açúcar caiu no índice em 9,1% e 10%, respectivamente. A FAO observou que a redução se deve a menor demanda de importação de produtos lácteos e a contínua depreciação do real frente ao dólar americano, no caso do açúcar.

Enquanto isso, a FAO também informou que sua previsão para a produção global de cereais para 2015 foi revista para cima, como resultado das perspectivas de mais produção, principalmente dos cereais secundários, trigo e arroz. A previsão para 2015 é agora de 13,8 milhões de toneladas a mais do que o esperado em julho. As melhores condições de cultivo para o milho na Argentina e no Brasil colaboraram para as previsões positivas.