Em livro que comemora os 70 anos da ONU, antigo representante da Organização também elogiou a Agenda 2030, criada para responder ao “pior desafio do nosso tempo”, a desigualdade social.

Lançamento do livro “70 Anos das Nações Unidas: Restauração e Renovação” na livraria da ONU. Foto: ONU/Eskinder Debebe
O antigo enviado das Nações Unidas, ex-presidente finlandês e ganhador do Nobel da Paz, Martti Ahtisaari, destacou na sexta-feira (13) a importância de reformar o Conselho de Segurança da ONU para agregar mais efetividade a suas operações. A reflexão está presente em um livro lançado em comemoração aos 70 anos da ONU, publicado no mês de outubro.
O livro “70 Anos das Nações Unidas: Restauração e Renovação” começa com prefácio escrito pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que descreve as conquistas da Organização. Ahtisaari, que já serviu à ONU em diferentes funções, escreve a introdução da obra, “Reflexões Pessoais sobre as Nações Unidas aos 70”.
Entre os pontos analisados por Ahtisaari está a necessidade de reforma do Conselho de Segurança – tema que os Estados-membros lidam há cerca de 20 anos. Para ele, é importante que o Conselho receba novos países-membros permanentes sem poder de veto, pois do contrário “jamais seria aceito pelos que já ocupam esse cargo”.
O representante da ONU também destaca o crescimento da desigualdade social em seu texto, caracterizando como “o pior desafio do nosso tempo”. Martti Ahtisaari, entretanto, celebra a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em setembro, que inclui a promoção de prosperidade e bem-estar a todos, fim da a pobreza e proteção do meio ambiente.