Presença de grandes líderes e agenda concreta são chave para sucesso da Rio+20

Esta foi a conclusão obtida por representantes de entidades públicas e privadas em seminário preparatório para a Rio+20 em Brasília.

Presença de grandes líderes e agenda concreta são chave para sucesso da Rio+20Duas grandes preocupações norteiam as discussões prévias à realização da Conferência Rio+20 na opinião de representantes dos poderes Executivo e Legislativo, de empresários e de organizações não governamentais. O primeiro é a garantia de que o evento, que acontece em junho de 2012, no Rio de Janeiro, tenha o máximo de representatividade e seja capaz de atrair os grandes líderes políticos mundiais. O segundo é que a agenda da Conferência contemple as reais necessidades do mundo contemporâneo e resulte em planos nacionais concretos que possam guiar os países rumo ao desenvolvimento com sustentabilidade.

O assunto foi tema de discussões nesta terça-feira (22/11), em Brasília, durante o seminário “Propostas para a Conferência Rio + 20: temas para aprofundamento do diálogo social”. Representantes do setor público e privado, do governo, do poder legislativo e ONGs reuniram-se para discutir as propostas do Brasil para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, em uma iniciativa do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social (CDES), em parceria com a Secretaria-Geral da Presidência da República

Na abertura do evento, o coordenador do Acordo sobre o Desenvolvimento Sustentável, Clemente Ganz Lúcio, foi enfático ao destacar a importância da Conferência para o futuro do planeta e, por isso, a necessidade de que a mesma resulte em ações concretas. “A agenda da Rio+20 deve combinar o enfrentamento das questões ambientais com o enfrentamento das desigualdades. A conferência deve construir compromissos políticos e resultar numa declaração objetiva que se desdobre em agendas nacionais de desenvolvimento”, disse o coordenador. “O fracasso desta agenda é o fracasso da humanidade”, resumiu.

O seminário integra as ações previstas no âmbito do projeto Observatório da Equidade – que faz parte da Agenda Nacional de Desenvolvimento construída e aprovada pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – desenvolvido em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O Observatório tem como objetivo ampliar a capacidade de debate da sociedade civil, propor políticas públicas e ações sociais, monitorar, avaliar e cobrar resultados de ações dos atores governamentais e não governamentais.