Prisões da Venezuela têm ‘padrão de violência alarmante’, afirmam especialistas da ONU

Motim na sexta-feira (25) deixou 58 detentos mortos e cerca de cem feridos na prisão Uribana. Alto Comissariado para Direitos Humanos pede investigações rápidas e eficazes.

O Porta-Voz do ACNUDH, Rupert Colville. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) demonstrou nesta terça-feira (29) preocupação com o padrão alarmante de violência nas prisões venezuelanas. Na sexta-feira (25), um motim na prisão Uribana, no contexto de uma apreensão de armas, deixou 58 detentos mortos e cerca de cem feridos.

“O último motim reflete o padrão de violência alarmante nas prisões venezuelanas, que é uma consequência direta das condições precárias”, disse Colville, citando superlotação, falta de acesso aos serviços básicos e presença generalizada de armas como fatores comuns nos presídios do país, complementados por atrasos judiciais e recurso excessivo à prisão preventiva.

Colville lembrou que o Estado deve garantir a vida e a integridade física das pessoas privadas de liberdade, assim como condições compatíveis com a proibição da tortura, das punições e tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.

O Porta-Voz do ACNUDH pediu investigações rápidas e eficazes em relação ao motim para identificar os responsáveis e obter reparação para as famílias das vítimas.