Prisões prolongadas de líderes da Irmandade Muçulmana no Egito preocupam ONU

Em conversa por telefone com ministro das Relações Exteriores do país, Ban Ki-moon afirma que não há espaço para retaliações e pede diálogo inclusivo.

Egípcios protestam no Cairo. Foto: UN News

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, está profundamente preocupado com as detenções prolongadas e mandados de prisão emitidos no Egito contra líderes do grupo político Irmandade Muçulmana. Em conversa por telefone nesta quinta-feira (11) com o ministro das relações exteriores do país, Mohamed Kamel Amr, Ban afirmou que não há espaço para retaliações e pediu diálogo pacífico e inclusivo.

A crise no Egito se intensificou na semana passada quando os militares depuseram o presidente Mohamed Morsi em meio a protestos generalizados em que dezenas de pessoas foram mortas e feridas. A Constituição foi suspensa e, em seguida, um governo interino foi instaurado. Entretanto, defensores e adversários de Morsi continuam se enfrentando em grandes manifestações.

Ban lembrou o ministro sobre as obrigações internacionais do país e a necessidade de respeitar plenamente o direito à liberdade de associação pacífica e de expressão. O secretário-geral também reiterou apoio às aspirações do povo egípcio.