Produção mundial de cereais deve atingir recorde de 2,5 bilhões de toneladas este ano, prevê FAO

Cerca de 8,4% maior que a do ano passado, safra deve superar em 6% a do recorde anterior, registrado em 2011. Índice dos preços dos alimentos de novembro manteve-se estável.

A produção mundial de cereais atingirá um novo recorde de quase 2,5 bilhões de toneladas este ano, de acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgadas na quinta-feira (5).

Segundo a última edição das “Perspectivas de Colheitas e a Situação Alimentar”, o número é cerca de 8,4% maior do que o do ano passado e supera em 6% o recorde anterior, de 2011.

Apesar disso, a FAO advertiu que em várias partes da África, como na região do Sahel, na República Centro-Africana e na África Meridional, os países ainda sofrem grave insegurança alimentar provocada por desastres e conflitos armados, assim como nas Filipinas, na Síria e no Iêmen.

Preços dos alimentos permanecem estáveis

O índice da FAO sobre os preços dos alimentos também foi divulgado na quinta-feira e manteve-se estável em novembro. Com média de 206,3 pontos, quase não registrou alteração se comparado a outubro (206,6 pontos), mas ficou 9,5 pontos abaixo na comparação com novembro de 2012.

A queda acentuada dos preços do açúcar no mês passado praticamente compensou o aumento no preço dos óleos. Os cereais apresentaram uma média ligeiramente inferior a outubro, mas os valores da carne e do leite ficaram estáveis.

Perspectivas para as colheitas

As últimas estimativas da produção mundial de cereais em grande parte refletem os ajustes para as estimativas da produção de milho nos Estados Unidos, na Rússia e na Ucrânia, onde a colheita aumentou no fim do ano.

Com base em dados recentes, o aumento global da produção mundial de cereais deste ano inclui um aumento de 7,8% no trigo, 12% para grãos grossos e apenas 1% para o arroz.

Espera-se que as reservas globais de grãos aumentem para 572 milhões de toneladas no fim da safra em 2014, o que representa 13,4% a mais que este ano.