A novela Malhação, da Rede Globo, foi indicada ao Emmy Kids 2017 na categoria digital pela websérie ‘Eu Só Quero Amar’, produzida e exibida pelo Gshow, a plataforma de entretenimento online do canal. O projeto é fruto de uma parceria entre o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), a área de Responsabilidade Social da TV Globo e o Gshow. Produção aborda relacionamento entre um jovem HIV-positivo e uma menina que não tem o vírus.

A série é fruto de uma parceria entre o UNAIDS e a Globo. Foto: Reprodução da vinheta de ‘Eu Só Quero Amar’/Gshow
A novela Malhação, da Rede Globo, foi indicada ao Emmy Kids 2017 na categoria digital pela websérie Eu Só Quero Amar, produzida e exibida pelo Gshow, a plataforma de entretenimento online do canal. O projeto é fruto de uma parceria entre o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), a área de Responsabilidade Social da TV Globo e o Gshow. Produção aborda relacionamento entre um jovem HIV-positivo e uma menina que não tem o vírus.
As nomeações dos indicados ao Emmy Kids foram anunciadas na segunda-feira (16) pela Academia Internacional das Artes & Ciências Televisivas. Os vencedores de todas as categorias serão conhecidos no dia 10 de abril de 2018, em uma cerimônia na França. Malhação disputa o prêmio com produções do Japão e da Noruega.
Com roteiro de Filipe Lisboa e Giovana Moraes, a a obra brasileira mistura documentário e ficção para discutir os desafios dos casais sorodiferentes — termo usado para se referir a casais em que um parceiro possui o vírus HIV e o outro não. A websérie acompanha o relacionamento de Henrique, soropositivo, e Camila. O casal é interpretado pelos atores Thales Cavalcanti e Manuela Llerena. Também participam da produção casais reais, que falam sobre seu relacionamento.
Em cooperação com a área de Responsabilidade da TV Globo, o UNAIDS prestou consultoria à equipe de Malhação para apoiar o autor da trama, roteiristas e produtores no refinamento da linguagem. O organismo da ONU também sugeriu temas e situações para inspirar as cenas com os personagens envolvidos direta e indiretamente com a questão do HIV. A direção é assinada também por Filipe Lisboa e por Fernando Nipper.
“A ideia da websérie surgiu de toda discussão que travei com o pessoal do UNAIDS sobre o HIV no Brasil no século XXI. Percebemos que tudo que precisava ser dito seria dito com mais clareza em uma série específica sobre o tema. Foi isso que originou Eu só quero amar”, conta o autor Emanuel Jacobina, que celebrou a indicação e comentou a importância do projeto.

Casal Henrique e Camila, interpretados pelos atores Thales Cavalcanti e Manuela Llerena. Imagem: Gshow
“Acho um trabalho muito importante que retomou a discussão sobre o HIV, de esclarecimento sobre a questão da prevenção. Sinto-me honrado e orgulhoso com a indicação. É um projeto que teve um reconhecimento importante, tivemos um vídeo da série apresentado em um seminário da ONU. Independente do resultado do prêmio, fizemos um grande trabalho.”
O projeto foi apresentado na sede da ONU, em Nova York, em um evento paralelo realizado pelo UNAIDS Brasil durante a Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU sobre o Fim da AIDS, que aconteceu em junho de 2016.
Para Georgiana Braga-Orillard, diretora do UNAIDS no Brasil, foi muito importante fazer a ficção conversar com a realidade. “Um dos pontos de sucesso da websérie foi ter conseguido levar a mensagem de quem vive e convive com HIV em uma linguagem interessante para os adolescentes”, lembra.
“Tivemos um personagem jovem vivendo com HIV interagindo com outros jovens, misturando o mundo da novela e o mundo real com mensagens corretas e acessíveis para esse público.”
Gabriel Estrela, jovem vivendo com HIV que também é criador do musical autobiográfico Boa Sorte, foi convidado pelo UNAIDS para participar do processo de quase cinco meses de consultoria. Estrela também apareceu na websérie como um dos personagens, ao representar um trecho da peça de sua autoria e também como um dos entrevistados que dá seu depoimento sobre a vida de casais sorodiferentes.
Henrique se identifica com a história do artista ao assistir ao musical. “O sucesso da websérie é uma evidência de que a união da grande mídia com a sociedade civil e organismos internacionais para fazer um trabalho responsável pode nos levar a lugares mais distantes.”
A websérie conta com 5 episódios, que podem ser vistos pelo Gshow. De abril a junho de 2016, a websérie havia se consolidado como a terceira série original mais vista da história da plataforma de entretenimento online, com mais de 800 mil visualizações, segundo informações da TV Globo. A produção também pode ser acessada na Globo Play.
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