No país, quatro a cada dez crianças sofrem de nanismo. Para prestar assistência, o Programa Mundial de Alimentos precisa de 81 milhões. Atualmente, a agência dispõe de menos de um quarto desse valor.

Enchentes no começo de 2015 foram as piores em toda a história do Malauí, destruindo casas e depósitos de alimentos, além de arruinar terras para o plantio. Foto: PNUD / Arjan van de Merwe
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) emitiu um alerta nesta sexta-feira (25) quanto à situação do Malauí, onde mais de 2,8 milhões de pessoas passarão fome nos próximos meses, devido a enchentes e secas que devastaram as plantações do país. A agência da ONU fez um apelo à comunidade internacional, solicitando financiamento para combater a crise na nação africana.
De acordo com dados do PMA, quatro em cada dez crianças apresentam defasagens em seu desenvolvimento físico e mental, condição conhecida como nanismo. Os recursos necessários para prestar assistência à população do país somam 81 milhões. Atualmente, o PMA dispõe de menos de um quarto deste montante. “Contribuições adicionais são urgentemente necessárias”, destacou o representante da agência no Malauí, Coco Ushiyama.
Desde o final do ano passado, o Programa tem oferecido ajuda emergencial para combater a fome entre famílias que foram atingidas por secas durante a estação de plantio, entre 2013 e 2014, e por enchentes, no início de 2015. Essas operações conseguiram alcançar mais de um milhão de pessoas vulneráveis.