Programa Mundial de Alimentos já atendeu 50 mil pessoas em Manabí, uma das províncias atingidas pelo desastre. Insegurança alimentar no país deve se prolongar. Para apoiar governo, agência da ONU precisa de 34 milhões de dólares.

Governo do Equador calcula que 520 mil pessoas precisem de assistência alimentar no país devido ao terremoto. Foto: UNICEF
O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) anunciou o início de uma operação de emergência na segunda-feira (25) para levar comida a 260 mil pessoas que foram seriamente afetadas pelo terremoto do dia 16 no Equador. O contingente representa metade de todos os indivíduos que precisam de assistência alimentar por conta do desastre, segundo estimativas do governo.
Na semana passada (19), um comboio de emergência da agência da ONU já havia levado kits alimentares para moradores da cidade de Portoviejo. Na província de Manabí – onde fica localizada Portoviejo –, o PMA prestou apoio à distribuição de comida para as famílias mais afetadas e nos hospitais, atendendo 50 mil pessoas até o momento.
Na última quinta-feira (21), o Depósito de Reposta Humanitária da ONU – gerenciado pelo Programa Mundial de Alimentos – transportou por avião 40 toneladas de suprimentos, que viajaram da base no Panamá até o Equador. Os pacotes de assistência continham materiais de saneamento, higiene e cozinha, além de equipamentos para o consumo e armazenamento de água.
A agência da ONU lembrou que suas iniciativas são financiadas inteiramente por governos, empresas e indivíduos privados. O custo do programa de resposta do PMA para apoiar o governo equatoriano nos próximos três meses é estimado em torno de 34 milhões de dólares.
“Devido ao terremoto, um número significativo de pessoas não tem mais acesso às suas fontes regulares de renda e alimento e isso terá um impacto negativo sobre sua segurança alimentar”, destacou o diretor regional do PMA para a América Latina e o Caribe, Miguel Barreto. O representante do organismo está no Equador para liderar as operações da agência.
Embora a agência da ONU tenha conseguido levar alimentos às áreas atingidas apenas três dias após o terremoto, somente agora as dimensões da tragédia estão ficando mais claras. O PMA tem trabalhado em parceria com o governo do país, fornecendo apoio logístico e coordenando suas ações para atender aos mais necessitados.
No último fim de semana, representantes do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) e do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) sobrevoaram regiões de Manabí e Esmeraldas para os danos à infraestrutura e às moradias dos locais atingidos. O Ministério equatoriano de Desenvolvimento Urbano e Habitação também participou da operação.
Segundo o especialista em prevenção de desastres do ONU-HABITAT, Estaban León, o sobrevoo serviu para verificar os estados das cidades equatorianas. A agência está analisando a situação para preparar estratégias de reconstrução das regiões afetadas, em conjunto com o governo e outros organismos das Nações Unidas.