Programa Mundial de Alimentos amplia operação de emergência para ajudar 680 mil pessoas no Mali

Assistência é reforçada em escolas no norte do país e em comunidades vulneráveis do sul. Grávidas, mães e crianças com menos de cinco anos estão recebendo atendimento especial para evitar desnutrição aguda.

Doação do PMA em base da ONU em Mopti. Foto: PMA/Alexandre Breche

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou nesta sexta-feira (4) que está ampliando suas operações de emergência no Mali para ajudar mais de 680 mil pessoas, muitas das quais têm sido afetadas pela recente crise no país e pelas condições meteorológicas adversas.

Em Genebra, Suíça, a porta-voz do PMA, Elisabeth Byrs, anunciou que o programa está aumentando suas atividades nas comunidades mais fragilizadas do norte e do sul do país.

No norte, o PMA ampliou a distribuição de alimentos para escolas já que mais instituições de ensino estão reabrindo nas regiões de Gao e Timbuktu. Atualmente, cerca de 576 escolas com mais de 120 mil alunos estão sendo ajudadas pelas Nações Unidas. Para evitar a desnutrição aguda, crianças com menos de cinco anos, mães e grávidas também estão sendo auxiliadas.

De acordo com a porta-voz, o PMA identificou quatro grandes riscos para a segurança alimentar no norte do Mali: chuvas irregulares que podem influenciar a colheita para o período entre 2013 e 2014; esgotamento de gado ao longo dos últimos 18 meses; súbito retorno de deslocados internos que tem afetado a distribuição de recursos do país e a contínua insegurança em Gao, Timbuktu e Kidal, que está influenciando a economia local.

No sul, o programa está prestando assistência alimentar para cerca de 160 mil pessoas e comunidades vulneráveis que estão se recuperando da seca do ano passado. O PMA também está ajudando 425 mil pessoas com iniciativas relacionados ao desenvolvimento urbano e rural, resiliência, saúde e educação.

O PMA estima que, ao longo de 2013, tenha atingido cerca de 1 milhão de pessoas no país. No entanto, cerca de 67 milhões de dólares ainda são necessários para continuar com as operações de emergência até o fim do ano.