Cerca de 19 mil famílias do Piauí estão sendo beneficiadas pelo projeto Viva o Semiárido, uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
O componente educacional do projeto trabalha o contexto do semiárido entre alunos das escolas públicas. Livros didáticos apresentarão às crianças e jovens uma forma lúdica de lidar com o semiárido, impulsionando a valorização dessa região brasileira pelas próximas gerações.

Projeto do FIDA e do governo do Piauí visa fortalecer produção agrícola do Semiárido. Foto: FIDA/Larissa Machado
Cerca de 19 mil famílias do Piauí estão sendo beneficiadas pelo projeto Viva o Semiárido, uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
O projeto iniciado em 2013 conta com outros órgãos públicos co-executores, como a Secretaria de Desenvolvimento Rural, a Secretaria do Trabalho e Empreendedorismo e o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER).
Na semana passada (12), o secretário de Educação do estado, Hélder Jacobina, recebeu coordenadores do projeto e consultores do FIDA para saber como andam as ações e quando serão realizadas as próximas etapas da iniciativa.
“É importante acompanhar, porque essa é uma política diferenciada de trabalhar a educação de uma forma contextualizada, principalmente nas escolas que atendem famílias que têm contato direto com a agricultura”, declarou.
A coordenadora do componente educacional da iniciativa, a professora Míriã Medeiros, falou sobre as últimas atividades realizadas em 50 municípios. “Estamos concluindo a segunda etapa das 100 formações com os professores e, em abril, vamos iniciar os projetos produtivos, isso para que os alunos tenham essa aproximação, dentro da escola, do fazer produtivo dos pais e avós, da cultura que o semiárido dispõe, com o cultivo de hortas e outros sistemas produtivos”.
No início do próximo ano será a vez da iniciação científica ser inserida no projeto. Os professores, junto com os alunos, vão poder submeter trabalhos voltados às práticas produtivas no semiárido a partir da experiência deles em campo. Para o desenvolvimento da pesquisa, eles receberão uma bolsa que servirá como incentivo à pesquisa e custeio das despesas.
A expectativa é de que em maio de 2020 o resultado final do projeto Viva o Semiárido seja exposto em um seminário com a presença de todos os integrantes.
Os consultores do FIDA, Rodrigo Dias e Lucianna Matte, disseram estar satisfeitos com o progresso das ações. “Estamos saindo daqui com uma perspectiva muito boa com as ações que estão sendo realizadas. Nossa última visita ao estado foi em setembro do ano passado e, desde então, verificamos uma evolução”, disse Dias, responsável pela área de monitoramento e avaliação da iniciativa.
“A Secretaria de Educação tem um papel muito importante no projeto, que é trabalhar com a educação contextualizada no semiárido”, completou.
O diretor de ensino e aprendizagem, Ellen Gera, ressaltou a importância da inclusão do tema educação no campo na Base Nacional Comum Curricular, para que seja um assunto debatido na escola desde cedo despertando assim sujeitos ativos na escola e na comunidade onde vivem.
Entre o material trabalhado no projeto, os livros didáticos vão poder apresentar às crianças e jovens uma forma lúdica de lidar com o semiárido, abrindo a porta para a valorização dessa região.
“Os livros serão disponibilizados em breve. Neles são abordadas as aventuras de um personagem no semiárido. Então, isso aqui será desenvolvido para trabalhar a educação de uma maneira contextualizada, de acordo com cada localidade”, disse o secretário Hélder Jacobina.