Ao longo de três semanas em novembro e dezembro de 2017, um grupo de 23 pessoas composto por travestis, mulheres e homens transexuais participou em São Paulo de uma formação profissional de assistente de cozinha, que teve como objetivo promover a inserção de pessoas em situação de exclusão no mercado de trabalho formal.
O curso foi promovido por Ministério Público do Trabalho (MPT), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e parceiros.

Ao longo de três semanas em novembro e dezembro de 2017, um grupo de 23 pessoas composto por travestis, mulheres e homens transexuais participou de uma formação profissional de assistente de cozinha em São Paulo. Foto: Reprodução
Ao longo de três semanas em novembro e dezembro de 2017, um grupo de 23 pessoas composto por travestis, mulheres e homens transexuais participou em São Paulo de uma formação profissional de assistente de cozinha, que teve como objetivo promover a inserção de pessoas em situação de exclusão no mercado de trabalho formal.
Promovido por Ministério Público do Trabalho (MPT), Organização Internacional do Trabalho (OIT), pela cozinheira Paola Carosella e seu sócio, o empresário Benny Goldenberg — com o apoio da entidade de ensino profissionalizante Hotec e da Txai Consultoria e Educação —, o curso envolveu aulas de nove disciplinas sobre as aptidões básicas do trabalho em uma cozinha de restaurante.
As aulas incluíram manipulação de resíduos, estocagem de alimentos, técnicas para o preparo de saladas, peixes, frango, carne e legumes, além de limpeza e postura. Para desenvolver a comunicação interpessoal e a autoconfiança do grupo, também foi realizada uma oficina de poesia com a poeta, atriz e jornalista Elisa Lucinda e sua sócia, a atriz e diretora Geovana Pires.
Esta é a primeira turma formada no projeto, ainda piloto, que busca oferecer uma formação profissional básica, além de auxiliar na inclusão no mercado de trabalho, por meio da articulação com diversas empresas de distintos ramos.
A iniciativa é parte de uma estratégia mais ampla dos órgãos envolvidos para promover oportunidades para que todas as pessoas possam ter acesso a um trabalho decente e produtivo, em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade.
O trabalho decente é condição fundamental para a superação da pobreza, a redução das desigualdades sociais, a garantia da governabilidade democrática e o desenvolvimento sustentável.
A próxima fase da iniciativa irá acompanhar as formandas e formandos no processo de inserção no mercado de trabalho formal e sistematizar e avaliar a experiência, com perspectivas de formação de novas turmas em 2018.