Alta comissária da ONU lamenta política discriminatória e afirma que, se aprovada, a lei vai acabar com a vida social e cultural do povo árabe.

Crianças beduínas que tiveram suas casas tomadas pelo exército de Israel. Foto: IRIN/Phoebe Greenwood
Em um comunicado à imprensa divulgado pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), Pillay disse estar alarmada com o fato da lei não reconhecer a propriedade de terra dos beduínos no deserto de Negev. O projeto oferece uma remuneração limitada sob a condição que os beduínos se mudem para um dos sete municípios criados pelo governo especialmente para eles.
A chefe da ONU para os direitos humanos acrescentou que a aprovação da lei irá dizimar a vida cultural e social do povo árabe em nome do desenvolvimento e que é lamentável que o governo de Israel continue com uma política discriminatória contra os seus próprios cidadãos árabes.
Pillay concluiu dizendo que a reconsideração do projeto deve envolver um processo genuinamente consultivo e participativo que englobe todos os representantes das comunidades beduínas do Negev.