Programa “Anos-Luz à Frente” já distribuiu 200 postes solares, 15 mil lanternas e oito mil fogões para mais de 450 mil refugiados em sete países africanos.
O programa “Anos-Luz à Frente” do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) está fornecendo luz, melhorando a alimentação e a segurança de mais de 450 mil refugiados em campos no Chade, Djibuti, Etiópia, Quênia, Ruanda, Sudão e Uganda.
A agência já arrecadou 1,4 milhões de dólares. Este valor possibilitou a compra e distribuição de cerca de 200 postes solares, quase 15 mil lanternas e mais de oito mil fogões.
“Com a iluminação solar e os fogões econômicos distribuídos por essa iniciativa, agora estamos vendo o impacto positivo na vida dos refugiados”, disse o Coordenador Sênior de Meio Ambiente do ACNUR, Amare Gebre Egziabher.
A falta de iluminação é apontado pelo ACNUR como um dos principais fatores que facilitam ataques e agressões sexuais contra mulheres e meninas durante a noite. Além disso, a falta de luz impedia crianças de fazer as lições de casa durante a noite. “Eu estudo por volta de duas horas por noite e estou indo bem na escola”, afirmou o somali órfão Faisal, de 15 anos.
Os novos fogões também desempenham um papel de proteção. O ACNUR espera que economia de quase 80% de lenha represente melhoras para saúde por causa da menor produção de fumaça. Além disso, mulheres e meninas passarão menos tempo fora de casa buscando lenha e diminuirá a competição entre refugiados e comunidade local pela escassa madeira.
“Como o fogão precisa de pouca lenha, eu economizo quatro horas por dia entre a coleta de lenha e a preparação da comida”, destacou uma mãe solteira, com cinco filhos, em Shedder.