Mais precisa ser feito para proteger as mulheres contra os perigos do aborto inseguro, declarou a diretora do Centro Africano para Gênero e Desenvolvimento Social da Comissão Econômica da ONU para África (ECA, na sigla em inglês), Thokozile Ruzvidzo.
Mais precisa ser feito para proteger as mulheres contra os perigos do aborto inseguro, declarou a diretora do Centro Africano para Gênero e Desenvolvimento Social da Comissão Econômica da ONU para África (ECA, na sigla em inglês), Thokozile Ruzvidzo.
Ela participa de um fórum em Gana, que está analisando a extensão do problema na África, onde cerca de 5,5 milhões de abortos inseguros são realizados anualmente. Ruzvidzo disse que muitos compromissos foram feitos em relação à saúde das mulheres, a mortalidade materna e o aborto inseguro, mas as estratégias para atender promessas não cumpridas são necessárias. “Estima-se que 36 mil jovens de idade escolar morrem de aborto inseguro na África”, declarou. “No continente africano, o debate deve abordar a legalização do aborto e torná-lo uma prática segura.”
A conferência, sob o tema “Mantendo nossa promessa: Enfrentar o aborto inseguro na África”, visa abrir o debate reunindo especialistas de saúde, decisores políticos e profissionais de todo o continente e reconhecer a saúde reprodutiva como uma questão crítica para a regiao. Ruzvidzo disse que a conferência se baseia na crescente preocupação com a taxa alarmante de mortalidade materna entre as mulheres africanas.
“Cerca de 5,5 milhões de abortos inseguros são realizados anualmente na África e as mortes devido a esta prática contabilizam cerca de 14% das mortes maternas na região”, disse, citando as estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Aissatou Gueye, da Divisão de Desenvolvimento Econômico da ECA, disse no fórum que o aborto inseguro é a única opção para muitas mulheres e pediu que mais seja feito para proteger os direitos das mulheres.
“Os acordos regionais e internacionais sobre os direitos das mulheres e a saúde sexual e reprodutiva devem ser respeitados para reduzir a mortalidade materna e reduzir a incidência do aborto inseguro”, declarou.