Crime organizado, terrorismo, proliferação de armas e exploração de recursos naturais aumentam crises no mundo. Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos pede medidas para evitar violência contra povo sírio.
A proteção dos direitos humanos em tempos de conflito é um dos maiores desafios que a comunidade internacional enfrenta hoje, como evidenciado pelas crises na Síria, no Mali e em outras partes do mundo, disse a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, na Assembleia Geral da ONU.
“Desrespeito completo pelos direitos humanos internacionais e as leis humanitárias é um anacronismo que não pode ser tolerado. A ONU deve agir para defender o Estado de Direito e proteger os direitos humanos”, acrescentou Pillay ao apresentar, nesta quarta-feira (24), o relatório anual do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).
Pillay pediu aos Estados que tomem medidas urgentes e eficazes para proteger o povo sírio. “Não há dúvida de que cada membro do Conselho de Segurança quer ver um fim para o conflito cada vez mais profundo na Síria e para a violência que atinge os civis”, disse. “Embora tendo em conta importantes questões políticas, é urgente encontrar formas de evitar a perda em massa de civis e violações dos direitos humanos.”
A Alta Comissária ressaltou que o desafio de enfrentar crises e proteger os direitos humanos tem crescido rapidamente por causa do crime organizado, do terrorismo, da proliferação de armas e da exploração dos recursos naturais.
“O crescente reconhecimento da centralidade dos direitos humanos para as agendas humanitária, da paz, da segurança e do desenvolvimento, assim como a confiança no ACNUDH é muito gratificante”, observou Pillay. No entanto, a Alta Comissária advertiu que os constrangimentos financeiros estão limitando os recursos necessários para apoiar as atividades obrigatórias de seu escritório.