Estudo da ONU revela expansão geográfica na fabricação e fornecimento de metanfetamina

Estudo atualizado do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) mostra que a produção de droga sintética tem se expandido recentemente para a Guatemala, Irã, Quênia, Nigéria e África do Sul.

Pílulas de êxtase apreendidas pela polícia da argentina. Foto: Ministério de Segurança da Argentina/Flickr (Creative Commons)

Pílulas de êxtase apreendidas pela polícia argentina. Foto: Ministério de Segurança da Argentina/Flickr (Creative Commons)

A fabricação ilícita de metanfetamina concentra-se tradicionalmente na América do Norte — principalmente no México e nos Estados Unidos- e no leste e sudeste da Ásia — China, Indonésia, Malásia e Tailândia –, próximo aos principais mercados de consumo. Entretanto, o último estudo atualizado ‘Global Smart’ do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), divulgado nesta segunda-feira (29), mostra que a produção tem se expandido recentemente para outros países, como Guatemala, Irã, Quênia, Nigéria e África do Sul.

A atualização também revela que alguns países da África e do Oriente Médio surgiram recentemente como regiões importantes para o fornecimento de metanfetamina, e que esta fabricação está se expandindo por toda a Europa, mesmo que a níveis baixos.

A ameaça de drogas sintéticas como metanfetamina, anfetamina, substâncias de tipo êxtase e novas substancias psicoativas é um importante problema de drogas mundial. Depois do cannabis, os estimulantes do tipo anfetamínico são os segundos fármacos mais utilizados no mundo, superando o uso da cocaína e da heroína.

Como resposta ao desafio das drogas sintéticas, o UNODC lançou em 2008 o Programa Mundial SMART — Monitoramento de Sintéticos: Análises, Informes e Tendências –, em referência à sigla para o nome em inglês. O programa melhora a capacidade dos Estados-membros para gerar e administrar informações sobre as drogas sintéticas ilícitas, incluindo a apresentação de informes, suas operações no leste e sudeste da Ásia e, mais recentemente, na América Latina.