Incidentes já tiraram a vida de 53 pessoas em 2016. O ano de 2015 registrou o maior número de mortos na tentativa de cruzar o Mediterrâneo, segundo a Organização Internacional para as Migrações.

Migrantes arriscam suas vidas em travessias perigosas pelo mar. Foto: ACNUR
Quase 19 mil refugiados chegaram na Europa por meio do mar Mediterrâneo nos primeiros 11 dias de 2016, com média de 1.700 por dia, informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) na terça-feira (12), agência que trabalha em parceria com a ONU, e, principalmente, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), em questões relacionadas à migração.
De acordo com a organização, o número de fatalidades já chega a 53; seis deles morreram entre a Líbia e a Itália, uma rota em que já faleceram mais de 3 mil migrantes em 2015.
A OIM garantiu que as autoridades italianas recuperaram o corpo de uma mulher afogada, que supostamente foi jogada ao mar por traficantes de pessoas. Outros 37 somalis que estavam na mesma embarcação conseguiram chegar a salvo, enquanto oito somalis estão desaparecidos.
Nos primeiros dias de 2016, cerca de 220 migrantes foram resgatados no mar a caminho da Itália, segundo a organização. O grupo partiu da Turquia, e, de acordo com relatos, foi obrigado por contrabandistas a saltar para o mar e nadar até a margem, inclusive os que não estavam com colete salva-vidas.
Em abril de 2015 aconteceu o naufrágio mais grave registrado, causando a morte de 800 refugiados. O acontecimento contribuiu para que o ano fechasse com o maior número de óbitos registrados no Mediterrâneo.