Cerca de 28% do total de trabalhadores migrantes do mundo estão concentrados no continente americano, e esse número tem aumentado rapidamente, disse o especialista regional em emprego para juventude e migração laboral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guillermo Dema.

Enquanto em 2010 havia 25,1 milhões de trabalhadores migrantes na América do Norte, em 2015 esse número subiu para 37 milhões. Foto: X. Fonseca/CIMMYT.
Cerca de 28% do total de trabalhadores migrantes do mundo estão concentrados no continente americano, e esse número tem aumentado rapidamente, disse o especialista regional em emprego para juventude e migração laboral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guillermo Dema, durante o Seminário Regional de Cooperação Sul-Sul sobre a Proteção dos Direitos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Migrantes na América Latina e no Caribe, realizado na semana passada.
“Enquanto em 2010 havia 25,1 milhões de trabalhadores migrantes na América do Norte e 3,2 milhões na América Latina e no Caribe, estes dados aumentaram para 37 milhões e 4,3 milhões, respectivamente, em 2015, ou seja, um aumento de mais de 13 milhões de trabalhadores migrantes no continente americano em apenas cinco anos”.
Dema destacou a tendência crescente de feminização da migração laboral na América Latina e no Caribe. Segundo ele, quase 53% dos migrantes em idade ativa (entre 20 e 64 anos) identificados no continente americano são mulheres.
“Também é notável a alta participação das mulheres migrantes na força de trabalho dos países de destino na região, que é de 55,7%, maior que a de mulheres que não são migrantes, que é de 54%. Na América do Norte essa diferença é ainda maior: a participação das mulheres migrantes na força de trabalho é de 67,8%, comparado com 55,8% das não-migrantes”, disse o especialista regional da OIT.
Segundo estimativas da OIT, existem mais de 150 milhões de trabalhadores migrantes no mundo, dos quais quase 67 milhões são mulheres. Mais de 35% das trabalhadoras migrantes na América Latina e no Caribe são trabalhadoras domésticas, comparado com 2,6% dos trabalhadores migrantes homens, de acordo com Dema.
Ele adicionou ainda que a migração irregular, a informalidade e as condições de trabalho precárias são os principais desafios enfrentados pelos países da América Latina e do Caribe no tema da migração laboral.