Além disso, o total dos que sofrem severamente de fome deve passar de 900 mil para um milhão dos sudaneses do sul.
O número de pessoas sofrendo de insegurança alimentar em 2012 pode chegar a 4,7 milhões, quase a metade da população total prevista para o país (9,6 milhões) até a metade do ano. Além disso, o total dos que sofrem severamente de fome deve passar de 900 mil para um milhão dos sudaneses do sul.
Essas são as conclusões do novo relatório conjunto da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e do Programa Mundial de Alimentos (PMA), denominado Missão de Avaliação de Colheitas e Segurança Alimentar para o Sudão do Sul.
Baixas safras, seca, aumento dos preços, conflitos, deslocamento da população, aumento do número de pessoas que retornaram ao país e déficit na produção de cereais foram apontados como os motivos do agravamento da situação.
O déficit de cereais para 2012 é calculado em mais de 470 mil toneladas – quase metade do necessário para o consumo total deste ano para o país.
A operação de emergência do PMA em 2012 espera ajudar cerca de 2,7 milhões de pessoas, com 150 mil toneladas de alimentos. O PMA e seus parceiros já se preparam, do ponto de vista operacional, para enfrentar uma piora na situação.
“Esta é uma crise que se aproxima rapidamente e que o mundo não pode se dar ao luxo de ignorar”, afirmou o diretor do PMA para o Sudão do Sul, Chris Nikoi.
Já a FAO espera obter doações de 23 milhões de dólares por meio do Processo Consolidado de Apelo das Nações Unidas.
“Precisamos capacitar as famílias para, primeiro, ter acesso rápido a alimentos seguros e nutritivos e outras necessidades básicas. Mas para restaurar e manter a segurança alimentar e nutricional no Sudão do Sul é necessário quebrar o ciclo de aumento da fome e da pobreza. Podemos fazer isso ajudando as pessoas a retomar a produção agrícola, pecuária e outras atividades responsáveis pelo seu sustento”, afirmou o chefe de Gabinete da FAO no Sudão do Sul, George Okeh.
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