Quatro jornalistas palestinos são mortos em dois dias em Gaza

UNESCO condenou os assassinatos. Com isso chega a seis o número de jornalistas palestinos mortos desde o início da investida bélica de Israel na região ocupada.

Com isso chega a seis o número de jornalistas palestinos mortos desde o início da investida bélica de Israel na região ocupada.

Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. Foto: ONU/Amanda Voisard

Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. Foto: ONU/Amanda Voisard

A UNESCO condenou nesta segunda-feira (4) as mortes de mais quatro jornalistas em Gaza e expressou profunda preocupação com a destruição das instalações de mídia. “Tal como previsto nos acordos internacionais, os jornalistas devem ser protegidos inclusive quando estão trabalhando no local da ação”, disse a diretora-geral da agência da ONU, Irina Bokova.

O fotógrafo da agência de notícias Palestine Network for Press and Media, Rami Rayan, e o operador de câmera da TV Al Aqsa, Sameh al-Arya, foram mortos em duas rodadas de bombardeio por forças de Israel em um mercado no bairro Shijaiyah, em 31 de julho. Na véspera, o apresentador da TV Palestina, Ahed Zaqout, foi morto quando sua casa foi bombardeada.

Também no dia 31 de julho um jornalista do jornal Al-Resalah, Mohamed Daherr, morreu devido aos ferimentos sofridos quando sua casa foi atingida num ataque 11 dias antes.

Seus nomes serão incluídos este ano na página web dedicada da UNESCO para jornalistas mortos no cumprimento do dever. A lista de palestinos mortos este ano pelas forças de Israel já chegou a seis.