Agências das Nações Unidas preparam-se para garantir que as centenas de milhares de pessoas afetadas pela recente violência no Quirguistão tenham alimentos em quantidade suficiente e abrigo adequado antes do inverno.
Agências das Nações Unidas preparam-se para garantir que as centenas de milhares de pessoas afetadas pela recente violência no Quirguistão tenham alimentos em quantidade suficiente e abrigo adequado antes do inverno. A avaliação nacional realizada pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) em julho revelou que mais de um quarto das famílias do Quirguistão – ou cerca de 1,4 milhões de pessoas – não possuíam acesso aos alimentos necessários.
O relatório advertiu que outras 340 mil pessoas correm o risco de ficarem sem alimentos nos próximos meses, devido à deterioração da situação econômica e às dificuldades do inverno, período em que os estoques de alimentos estão esgotados e despesas adicionais são necessárias para aquecimento e roupas de inverno.
Mesmo antes da violência, a agência estava prestando assistência alimentar a mais de 300 mil pessoas vulneráveis para ajudá-los durante os magros meses de inverno, além de uma série de projetos de “trabalho por alimento” nas zonas rurais. O PMA também está planejando distribuições de cobertores para os mais severamente afetados, bem como direcionando transferências de renda para pessoas deslocadas internamente.
Enquanto isso, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros estão construindo abrigos provisórios para famílias desalojadas cujas casas foram destruídas durante a violência.
Cerca de 400 mil pessoas foram deslocadas pelos confrontos étnicos ocorridos em junho nas cidades de Osh e Jalal-Abad entre quirguizes e uzbeques. O levantamento do PMA observou que a insegurança alimentar foi elevada em Osh e Jalal-Abad e que a situação permanece extremamente volátil.