“Os raptos surgem como uma tendência crescente e alarmante e estão sendo usados em novas formas como uma tática de aterrorizar ou atingir grupos étnicos ou comunidades religiosas”, disse a representante especial do secretário-geral para Crianças e Conflito Armado.
Sequestros em massa de crianças têm tornado cada vez mais usuais nos 23 conflitos que estavam acontecendo em 2014, afirma o relatório anual do secretário-geral da ONU sobre crianças e conflito armado, divulgado nesta quinta-feira (11).
“Os raptos surgem como uma tendência crescente e alarmante e estão sendo usados em novas formas como uma tática de aterrorizar ou atingir grupos étnicos ou comunidades religiosas”, disse a representante especial do secretário-geral para Crianças e Conflito Armado, Leila Zerrougui.
Para ela, o aumento acentuado de raptos demonstra a necessidade de enfocar ainda mais nesta violação e fortalecer os instrumentos para proteger as crianças em situações de conflito. Entre os desafios registrados no relatório, vividos por milhões de meninos e meninas nestes países, estão o aumento dramático de violência extrema em 2014, acompanhado por graves violações contra as crianças, como mutilações, assassinatos e ataques às escolas.
O relatório também destaca a violência extrema empregada contra as crianças por militares de forças governamentais, citando, especialmente, a privação de liberdade de crianças supostamente associadas aos grupos extremistas, sublinhando que elas devem ser tratadas como vítimas.
Acesse o relatório em inglês aqui.
