RCA: Apesar do progresso político, situação humanitária continua ‘catastrófica’ no país, alerta ONU

Mesmo com o progresso político significativo alcançado com a assinatura de um acordo de cessar-fogo em 23 de julho, quase metade da população do país ainda necessita de assistência.

Duas crianças caminham no campo de deslocados em Bangui, capital da República Centro-Africana. Foto: UNICEF/Pierre Terdjman

Duas crianças caminham no campo de deslocados em Bangui, capital da República Centro-Africana. Foto: UNICEF/Pierre Terdjman

O representante especial do secretário-geral para a República Centro-Africana, Babacar Gaye, disse nesta quarta-feira (20) ao Conselho de Segurança da ONU que apesar do progresso político significativo alcançado no país, a situação humanitária e de segurança continua dramática e “extremamente volátil”.

O também chefe da Missão de Estabilização Multidimensional Integrada na RCA (MINUSCA) explicou que realização do Fórum de três dias na República do Congo, onde foi assinado um acordo de cessar-fogo em 23 de julho,marcou o início de um processo político essencial para a estabilidade duradoura na República Centro-Africana. “Este foi um passo muito importante”, disse Gaye. “No entanto, os confrontos em Batangafo e mais recentemente em Mbres são fortes indícios de que a situação de segurança continua a ser extremamente volátil e que os civis correm riscos de vida em boa parte do país”.

A Missão de Paz na RCA começará suas operações no país em quatro semanas com a transferência de poder da Missão de Apoio Internacional Africana para República Centro-Africana. As prioridades incluem a aplicação de Acordo de Cessação de Hostilidades e a criação de um mecanismo para investigar as violações e acabar com a impunidade.

“Temos o dever moral de permanecer mobilizados em torno da crise do RCA e do sofrimento de seu povo”, disse Gaye, pedindo o apoio da comunidade internacional nas operações. Cerca de 2,5 milhões de pessoas, quase metade da população do país, necessitam de assistência.