Os ataques à ONU aconteceram após membros do FDA terem realizado duas investidas contra a população, que deixaram dezenas de pessoas mortas entre os dias 15 e 18 de outubro.

Deslocados na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/Yanini Monobo
A Missão da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO) anunciou nesta quarta-feira (22) que tem intensificado a segurança de sua base na província de Kivu do Norte, depois dos ataques nos últimos dois dias de um grande número de rebeldes das Forças Aliadas Democráticas (FDA).
Segundo a MONUSCO, as tropas de paz da ONU e da RD Congo, na manhã desta quarta-feira (22), tiveram que intervir para afastar a multidão de rebeldes que atiravam pedras nas instalações da MONUSCO no Aeroporto de Mavivi, em Beni. Apesar dos ataques causarem a evacuação de 12 funcionários, a Missão já garantiu a segurança da área.
Além disso, na terça-feira (21), uma patrulha conjunta das duas tropas foi bloqueada por um grande grupo de civis armados próximo a Mbau. Dois civis foram mortos e um ficou ferido. A Missão ressaltou que está apurando os fatos sobre o incidente.
Os ataques à ONU aconteceram após membros do FDA terem realizado duas investidas contra a população, que deixaram dezenas de pessoas mortas entre os dias 15 e 18 de outubro.
Para frear essa violência, a Missão convocou o exército congolês e as Forças de Paz da ONU a tomarem “ações militares decisivas e conjuntas” para aliviar a população contra o terror imposto pelos grupos armados ilegais, incluindo as FDA.