RD Congo: ONU anuncia detenção de mais de 200 pessoas suspeitas de envolvimento em ataques recentes

Durante as operações conjuntas entre a Polícia Nacional do país e tropas da Missão da ONU também foram apreendidas armas, munições, bombas, aparelhos de rádio e outros equipamentos militares.

A Missão da ONU apoia a operação em curso na República Democrática do Congo para restaurar a autoridade governamental nas áreas afetadas por grupos armados. Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti

A Missão da ONU apoia a operação em curso na República Democrática do Congo para restaurar a autoridade governamental nas áreas afetadas por grupos armados. Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti

A Missão de Paz da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO) anunciou, nesta quarta-feira (05), que mais de 200 pessoas suspeitas de envolvimento com os recentes ataques contra civis em Beni, no leste do país, foram detidas. As operações foram lideradas pela Polícia Nacional congolesa e pelas tropas de paz da Missão que vêm intensificando suas patrulhas conjuntas na região.

Segundo informações, entre os detidos estão os rebeldes das Forças Democráticas Aliadas (ADF), que supostamente são os responsáveis pela onda de recentes ataques em Beni. Na ocasião, também foram apreendidas armas, munições, bombas, aparelhos de rádio e outros equipamentos militares.

Após o anúncio da MONUSCO, os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU emitiram uma declaração condenando fortemente os ataques atribuídos às ADF na cidade, que mataram brutalmente mais de 100 civis, a maioria mulheres e crianças.

Além disso, o Conselho manifestou profunda preocupação com a falta de progresso no processo de desarmamento voluntário das Forças Democráticas pela Libertação de Ruanda (FDLR), cujo prazo termina em 2 de janeiro de 2015. O órgão da ONU pediu ao governo da RDC, em cooperação com a MONUSCO, para “empreender imediatamente uma ação militar contra os líderes e membros das FDLR que não se envolveram no processo de desarmamento e que continuam a cometer violações dos direitos humanos na região”.