RD Congo: ONU condena uso de 300 crianças por grupo armado do país

O chefe da Missão de Estabilização da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO), Martin Kobler, disse que tal ato é considerado um crime de guerra.

Soldado do exército congolês junto com as tropas da Missão de Estabilização da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO) em uma operação militar. Foto: MONUSCO

Soldado do exército congolês junto com as tropas da Missão de Estabilização da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO) em uma operação militar. Foto: MONUSCO

O chefe da Missão de Estabilização da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO), Martin Kobler, manifestou total apoio ao governo do país na sua luta continua para neutralizar todos os grupos armados que causam sofrimentos incalculáveis aos civis.

Kobler disse estar “chocado” com o uso de 300 crianças pelas Forças de Resistência Patriota em Ituri nos combates. “Isto é um crime de guerra”, destacou ele, ressaltando que o grupo armado também é acusado de violações graves dos direitos humanos e tráfico ilegal de recursos naturais.

“Ofereço o meu apoio firme e total ao governo da RDC contra toda forma de impunidade para tais crimes. Estas crianças têm o direito a um futuro”, disse Kobler.

Desde o inicio deste ano, as tropas da Missão de Estabilização da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO), liderada pelo general brasileiro Carlos Alberto Santos Cruz, e do exército congolês têm trabalhado em conjunto numa operação militar para tomar o controle das principais bases usadas por grupos armados no país e acabar com a ameaça extremista.