O Plano de Ação Humanitária ajudará a fornecer suprimentos essenciais, incluindo ajuda alimentar, abrigo, água e saneamento.

Agências da ONU e parceiros humanitários fizeram um chamado nesta quinta-feira (7) para a arrecadação de 892,6 milhões de dólares para ajudar milhões de pessoas afetadas pela insegurança alimentar, pelos conflitos e pelas doenças na República Democrática do Congo (RDC).
O Plano de Ação Humanitária 2013, que foi lançado na capital da RD Congo, Kinshasa, ajudará a fornecer suprimentos essenciais, incluindo ajuda alimentar, abrigo, água e saneamento necessários para prevenir doenças potencialmente fatais, como a cólera. Será possível ainda implementar programas de apoio de subsistência e ajudar as autoridades locais a reforçar o acesso das comunidades aos serviços sociais básicos, incluindo a educação. O documento foi publicado em dezembro passado.
“O Plano representa a esperança que as famílias afetadas têm em nós”, disse o Vice-Representante Especial para a operação de manutenção da paz da ONU no país, Moustapha Soumaré, durante o lançamento. “Em troca, prometemos fazer tudo o que pudermos para ajudá-las a satisfazer as suas necessidades humanitárias essenciais”.
Cerca de 6,4 milhões de pessoas na RDC sofrem com a fome e a subnutrição e precisam de ajuda. Estima-se que 2,7 milhões de pessoas foram deslocadas, mais da metade no Kivu do Norte e Kivu do Sul, no leste da RDC.
No ano passado, organizações de ajuda receberam 70% do apelo humanitário de 792 milhões de dólares, permitindo que os esforços alcancem mais de 3,6 milhões de pessoas com alimentos. Mais de 200 mil famílias receberam apoio agrícola e milhões de crianças foram tratadas de sarampo, malária, cólera e outras doenças. Cerca de 114 crianças em zonas de conflito foram capazes de continuar os estudos.
Apesar dos esforços, o conflito em andamento piorou a situação humanitária, especialmente no leste do país. Os combates entre as forças governamentais (FARDC) e rebeldes ao longo dos anos levaram ao deslocamento maciço em Kivu do Norte e do Sul.
Desde abril de 2012, mais de meio milhão de pessoas fugiram de suas aldeias devido a combates entre a FARDC e o grupo armado M23. Cerca de 60 mil pessoas foram para países vizinhos, como Uganda e Ruanda.
“As pessoas estão sofrendo e nós temos que encontrar os meios para ajudá-las. Nós não temos nenhuma razão para duvidar do apoio dos nossos doadores”, disse Soumaré. “Em 2013, vamos continuar a enfrentar as causas profundas da crise e iniciar os blocos de construção para encontrar soluções de longo prazo.”