RD Congo: ONU manifesta preocupação com alto número de civis mortos em região central

Missão de Paz da ONU na República Democrática do Congo manifestou nesta quarta-feira (5) preocupação com o aumento do número de vítimas civis na região central de Kasai devido aos confrontos entre a milícia Kamuina Nsapu e as forças de segurança congolesas.

Vista aérea da cidade de Kananga, na província de Kasai-Central, na República Democrática do Congo. Foto: MONUSCO/Myriam Asmani

Vista aérea da cidade de Kananga, na província de Kasai-Central, na República Democrática do Congo. Foto: MONUSCO/Myriam Asmani

A Missão de Paz da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO) manifestou nesta quarta-feira (5) preocupação com o aumento do número de vítimas civis na região central de Kindal devido aos confrontos entre a milícia Kamuina Nsapu e as forças de segurança congolesas.

“A violência continua resultando em graves violações dos direitos humanos, incluindo a descoberta de valas comuns e o contínuo recrutamento por parte das milícias de civis e crianças”, disse a Missão em comunicado.

“Os conflitos já custaram as vidas de mais de 400 civis, assim como de um número significativo de membros das forças armadas. Isso deve parar urgentemente”, acrescentou o representante especial do secretário-geral para a RD Congo, Maman S. Sidikou.

O funcionário da ONU observou que não existe solução militar para a violência e incentivou o governo a intensificar os seus esforços para encontrar soluções políticas.

“Neste momento, intensificar a resposta militar só aumentará a violência e colocará ainda mais as populações civis em perigo”, frisou.

A MONUSCO observou ainda que a violência no mês passado se espalhou para Luebo e alcançou Luiza e outras regiões onde há crescentes ameaças contra igrejas.

No final de março, a ONU, a União Africana, a União Europeia e a Organização Internacional da Francofonia expressaram profunda preocupação com a situação na região de Kasai, onde pelo menos dois especialistas das Nações Unidas desapareceram há duas semanas e dezenas de policiais foram encontrados mortos.

Os organismos apelaram por “uma resposta urgente das autoridades políticas do país” e pediram às forças de defesa e de segurança que exerçam moderação nos esforços para restaurar a ordem.