Missão da ONU no país africano quer que responsáveis – incluindo congoleses comandantes das Forças Armadas – sejam levados à justiça.

As Nações Unidas enviaram um pedido às forças armadas da República Democrática do Congo (RDC) para que suspendam dois de seus batalhões que, segundo investigações, se envolveram em estupros em massa e outras violações dos direitos humanos. A informação foi revelada por um porta-voz da Organização nesta sexta-feira (8).
Inquéritos efetuados nos últimos três meses pela Missão de Estabilização das Nações Unidas na RDC (MONUSCO) na cidade de Minova e em aldeias vizinhas descobriram que duas unidades das forças armadas congolesas (FARDC) se envolveram diretamente em estupros em massa e outras violações dos direitos humanos no final de novembro de 2012, disse o porta-voz da ONU, Martin Nesirky.
Como resultado dessas descobertas, a MONUSCO dirigiu uma carta no dia 4 de fevereiro ao chefe da FARDC pedindo a suspensão formal de apoio dessas unidades. Posteriormente, enviou um segundo documento no dia 18 de fevereiro, após a conclusão das investigações da ONU sobre o caso.
“A Missão da ONU está em contato com autoridades congolesas em seu mais alto nível para garantir que os supostos responsáveis, incluindo congoleses comandantes das Forças Armadas, sejam levados à justiça e responsabilizados”, disse Nesirky a jornalistas em Nova York nesta sexta-feira (8).
“A missão vai manter, em conjunto com outros parceiros, o seu apoio às autoridades judiciais congolesas para prosseguir suas investigações e oferecerá seu apoio a qualquer julgamento a ser realizado.”