Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC), se tornou um dos lugares mais perigosos do mundo – cerca de 18 mil buscaram refúgio nas vizinhas Ruanda e Uganda e outros em Kivu do Sul.
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Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC), se tornou um dos lugares mais perigosos do mundo nas últimas semanas – combates obrigaram mais de 220 mil pessoas a deixarem suas casas desde abril deste ano. Cerca de 18 mil buscaram refúgio nas vizinhas Ruanda e Uganda, enquanto outras milhares cruzaram a fronteira para a província de Kivu do Sul. Os dados estão no relatório de junho de 2012 produzido pelo Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
A situação de insegurança levou ao aumento da violência contra civis, aponta o documento. Lar de cerca de 550 mil deslocados internos antes dos recentes conflitos, a última onda de violência deve elevar consideravelmente os números desta população em Kivu do Norte.
Kivu do Norte e do Sul contabilizam cerca de 70% da população total de deslocados internos de todo o país. Pela primeira vez desde 2009, mais de 2 milhões de pessoas estão deslocadas internamente na RDC.
Estes são os mais recentes resultados de violência provocada pelos conflitos que tiveram início em abril de 2012. Os territórios de Rutshuru, Walikale, Lubero e Masisi representam os epicentros da violência. Itens como água, abrigo e saneamento, saúde, alimentos e itens não alimentícios são as necessidades mais imediatas.
Agências da ONU e organizações não governamentais já estão intensificando seus esforços para dar a resposta necessária, destaca o relatório. Segundo o OCHA, a capacidade de entregar auxílio humanitário está diretamente ligada ao acesso – incluindo condições de segurança e das estradas – e ao financiamento disponível.
Leia na íntegra o relatório clicando aqui.