A indicação de Jeannine Mudiayi para tratar desses abusos no conflito da República Democrática do Congo (RDC), descrita anteriormente como “a capital do estupro no mundo”.

Um menino soldado vigia uma estrada na região do Ituri, na República Democrática do Congo (RDC). Foto: UNICEF//LeMoyne
A nomeação de uma conselheira presidencial para tratar sobre temas relacionados a violência sexual e o recrutamento de crianças no conflito na República Democrática do Congo (RDC), marca “um novo amanhecer” na luta contra esse sofrimento.
“A nomeação de Jeannine Mabunda Lioko Mudiayi é uma demonstração do empenho do presidente Joseph Kabila no combate à violência sexual e ao recrutamento de crianças na RDC”, disseram através de um comunicado nesta segunda-feira (14), as representantes especiais do secretário-geral sobre violência sexual em conflitos e para as crianças e conflitos armados, Zainab Hawa Bangura e Leila Zerrougui, respectivamente.
“O comunicado vem em um momento crucial, quando o governo da República Democrática do Congo está avançando e revindicando seu papel na luta para acabar com a violência sexual e o recrutamento e uso de crianças no conflito armado”, acrescentaram as especialistas
No mês passado, Bangura observou que a RDC – descrita pela sua antecessora como “a capital do estupro do mundo” – mostrou o mais alto nível de compromisso para acabar com a violência sexual, inclusive assinando um comunicado conjunto com a ONU. O país também está desenvolvendo novas estruturas legais para acabar com a impunidade dos agressores.
Enquanto isso, o último relatório do secretário-geral sobre crianças e conflitos armados observou que a ONU documentou o caso de 910 crianças – entre elas 783 meninos e 127 meninas – que foram recrutadas e utilizadas por grupos armados das mais diversas formas.