Milhares de famílias estão recebendo materiais de construção e sementes para garantir a próxima safra de arroz e milho. Iniciativa das Nações Unidas gera empregos temporários para fazer economia funcionar.

Agência da ONU para refugiados distribui kits de higiene, lonas, galões, utensílios de cozinha e outros itens em Tanunan, Filipinas. Foto: ACNUR/K. Eleazer
A reconstrução das regiões afetadas nas Filipinas pela passagem do supertufão Haiyan está avançando significativamente. Um representante da ONU destacou esta semana, porém, que é necessário que a recuperação do país seja baseada no desenvolvimento sustentável.
Segundo o diretor do Escritório Regional da ONU para a Ásia e o Pacífico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Haoliang Xu, “o caminho para a recuperação deve ser também a estrada para a sustentabilidade”. O oficial garantiu que as Nações Unidas e os parceiros humanitários estão trabalhando em rua por rua e caçamba por caçamba para ajudar o povo filipino.
A cooperação da ONU com o Governo inclui a assistência humanitária que já distribuiu arroz, biscoitos altamente energéticos e outros alimentos a 3 milhões de pessoas.
A inicicativa de emergêcnia “dinheiro por trabalho” também permite que milhares de pessoas tenham acesso a um rendimento, durante 15 dias, por trabalharem na limpeza e na reconstrução das zonas afetadas. Todos os recrutados recebem equipamentos de proteção e são vacinados contra o tétano.
Segundo Xu, trata-se de uma forma de “injetar dinheiro na economia local e ajudar as pessoas a levar para casa algum tipo de rendimento”. No entanto, estima-se que serão necessários mais 38 milhões de dólares nos próximos 12 meses para financiar programas de reconstrução.
Mais de 10 mil famílias receberam materiais de construção; mais de 750 professores receberam recomendações como parte de uma estratégia para garantir que todas as crianças retornem às escolas em janeiro; cerca de 17 mil famílias estão recebendo sementes de arroz e milho para plantar.
O supertufão atingiu as Filipinas em 8 de novembro deixando mais de 5,2 mil mortos e 1,6 mil desaparecidos. Cerca de 14,9 milhões de pessoas foram afetadas e 4,13 milhões, deslocadas.