No Fórum Econômico Mundial da América Latina, subsecretária-geral da ONU pede ajuda do setor privado para o desenvolvimento do país.
No Fórum Econômico Mundial da América Latina, subsecretária-geral da ONU pede ajuda do setor privado para o desenvolvimento do país.
O Haiti precisa do apoio do setor privado nacional e internacional para se recuperar do terremoto que devastou o país em janeiro de 2010, afirmou a subsecretária-geral da ONU e administradora-associada do PNUD, Rebeca Grynspan, em discurso no Fórum Econômico Mundial da América Latina-2011, realizado no Rio de Janeiro.
No evento, que ocorreu entre 27 e 29 de abril, a economista defendeu que o processo de reconstrução é uma oportunidade para as empresas locais ligadas à construção de imóveis e infraestrutura. Para a subsecretária-geral da ONU, o setor privado tem um papel crucial a desempenhar na reconstrução do Haiti. “As micro, pequenas e médias empresas são fonte significativa de inovação, e levam à geração de empregos”, disse Grynspan.
A administradora-associada do PNUD ressaltou que os haitianos devem participar do processo de reconstrução do país, principalmente no que diz respeito à tomada de decisões. Segundo ela, redes de proteção social formadas por programas de transferência de renda condicionada – caso do Bolsa Família, no Brasil – são uma importante ferramenta de combate à desigualdade social e à pobreza.
“Participação sem compartilhamento de benefícios tornaria o crescimento injusto”, afirmou Grynspan, que participou de uma sessão sobre como os riscos globais podem impactar a América Latina na próxima década em cinco áreas diferentes: desequilíbrio macroeconômico; economia ilegal; conexão entre água, alimentos e energia; falhas em governança global, e disparidade econômica.
Desigualdade na América Latina
Em sua participação no Fórum Econômico Mundial da América Latina-2011, Rebeca Grynspan abordou as discussões contidas na sexta edição do Relatório sobre Riscos Globais. Entre suas conclusões, o estudo ressalta que, apesar do forte crescimento econômico dos países da América Latina e do Caribe na última década, e de sua rápida recuperação dos efeitos da crise, a região permanece com altos e persistentes níveis de desigualdade.
O documento evidencia, porém, que houve melhoras na redução da desigualdade e da pobreza na região, principalmente graças ao aumento dos gastos sociais dos governos. “Esforços continuados são necessários para se alcançar mais igualdade e mais crescimento inclusivo”, indicou o estudo, que também elogia o progresso no fortalecimento da governança democrática registrado na América Latina e no Caribe na década passada.
O relatório ressaltou ainda que as brechas na governança global contribuíram para a criação de um espaço para atividades ilegais como corrupção, crime e evasão fiscal, que podem gerar um rombo anual de mais de US$ 1 trilhão nos cofres dos países em desenvolvimento.
(Da PrimaPagina)