Rede da sociedade civil que usa esporte para desenvolvimento humano completa 10 anos em 2017

O esporte pode ser uma ferramenta para a paz, a inclusão e a busca por direitos. Essa é a premissa da Rede Esporte pela Mudança Social (REMS), iniciativa que reúne 81 instituições e que completa dez anos em 2017. Ao longo do ano, aniversário será comemorado com eventos sobre o papel das atividades esportivas na promoção do desenvolvimento humano.

A REMS foi criada em agosto de 2007 com o apoio da Nike e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Em Dia Internacional que celebra o esporte como ferramenta para o desenvolvimento e a paz, o chefe da ONU, Ban Ki-moon, foi categórico: “jogando juntos, podemos criar o futuro que queremos”. Foto: UNICEF Brasil / Rocha

Foto: UNICEF Brasil/Rocha

O esporte pode ser uma ferramenta para a paz, a inclusão e a busca por direitos. Essa é a premissa da Rede Esporte pela Mudança Social (REMS), iniciativa que reúne 81 instituições e que completa dez anos em 2017. Ao longo do ano, aniversário será comemorado com eventos sobre o papel das atividades esportivas na promoção do desenvolvimento humano. Atualmente, mais de 100 mil pessoas são atendidas pelos parceiros do projeto.

A REMS foi criada em agosto de 2007 com o apoio da Nike e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Além de mobilizar organismos da sociedade civil, a Rede também colabora com o governo na criação e aperfeiçoamento de políticas públicas.

“O esporte tornou-se um elemento chave para promover equidade e justiça social no Brasil, pois se insere nos contextos de vulnerabilidade e cria novas possibilidades de conexão e empatia onde as pessoas podem se rever pela prática corporal. Isso muda o Brasil. O esporte é uma expressão cultural humana e também uma linguagem que acessa, integra e gera conexão entre as pessoas”, afirma o diretor-executivo do Instituto Barrichello, William de Oliveira.

Para o especialista, uma das principais mudanças observadas ao longo da última década foi o amadurecimento político das organizações da sociedade civil. Hoje, elas ocupam “espaços de representação para que uma política pública esportiva possa de fato garantir o que é de direito: o acesso universal de todos e todas ao esporte, a oferta contínua de esporte e boa qualidade nos serviços oferecidos à população”.

Oliveira lembra as melhorias nas Leis de Incentivo Federal, as contribuições relevantes para a criação de um sistema nacional de esporte e a participação nos Conselhos Federais. Tudo isso, segundo ele, teria contribuído para mudar o pensamento que se tinha sobre o esporte e considerá-lo uma ferramenta de transformação.

Na avaliação da representante-assistente adjunta do PNUD Brasil, Maristela Baioni, “a REMS alcançou um importante reconhecimento junto aos órgãos de governo e legislativo, ampliando sua participação e contribuição para os debates dos principais marcos regulatórios e políticas públicas dos esportes e da sociedade civil”.

“O PNUD tem sido um grande parceiro desde a fundação da REMS. Com esse apoio, conseguimos oferecer oportunidades de qualificação e fortalecimento institucional para os membros da rede”, elogiou o diretor-executivo do Instituto Barrichello. A organização é a atual responsável pela Secretaria Executiva da Rede.

Para acompanhar as comemorações do aniversário da REMS, conheça os eventos clicando aqui.