Redução de emissões de gases poluentes pode beneficiar saúde e agricultura, aponta relatório da ONU

A morte prematura de cerca de 2,5 milhões de pessoas por ano pode ser evitada até 2030, diz o relatório.

Emissão de partículas - Foto: PNUMA

Medidas rápidas de combate à emissão de poluentes como ozônio, metano e o chamado “carbono negro”, partícula presente na fuligem liberada por veículos e certas instalações industriais, podem limitar o aumento da temperatura no planeta para níveis abaixo de 2 graus Celsius. As conclusões são fruto da “Avaliação Integrada sobre Carbono Negro e Ozônio Troposférico“, estudo coordenado pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Os resultados foram divulgados essa semana em Bonn (Alemanha) durante uma reunião da Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC). O documento aponta que o controle das emissões pode trazer benefícios também para a agricultura e para a saúde pública, podendo diminuir entre 1% e 4% os danos anuais sobre as colheitas de milho, arroz, soja e trigo.

A morte prematura de cerca de 2,5 milhões de pessoas por ano também pode ser evitada até 2030, diz o relatório. “Grandes cortes nas emissões de ‘carbono negro’ devem melhorar a saúde respiratória no mundo, reduzir as internações hospitalares e os dias de trabalho perdidos devido a doença”.

O Subsecretário-Geral da ONU e Diretor-Executivo do PNUMA, Achim Steiner, disse que “há agora razões convincentes, claras, fortes e abundantes para reduzir os níveis de poluentes como o carvão negro e o ozônio troposférico, juntamente com o metano: o fato de contribuírem para as mudanças climáticas é apenas uma dessas razões”.