Ahmed, de 12 anos, é de Damasco, capital da Síria. Harry, oitenta anos mais velho que o jovem, nasceu em Berlim, na Alemanha. Em novo vídeo de conscientização, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apresenta as histórias paralelas dessas duas vítimas de deslocamento forçado.
Em novo vídeo de conscientização sobre os desafios enfrentados por vítimas de deslocamento forçado, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apresenta as histórias paralelas de um adolescente refugiado sírio e de um idoso que também foi refugiado durante a juventude, vivida na época da Segunda Guerra Mundial.
Ahmed, de 12 anos, é de Damasco, capital da Síria. Harry, oitenta anos mais velho que o jovem, nasceu em Berlim, na Alemanha. No filme do UNICEF, os dois dão depoimentos sobre como tiveram de deixar para trás seus lares, enfrentando viagens arriscadas em busca de segurança.
Criado pela produtora 180 Amsterdam, a campanha intercala os testemunhos dos entrevistados, imagens de arquivo de episódios da Segunda Guerra Mundial e registros atuais da crise na Síria. Mais de 70 anos separam a trajetória desses refugiados, mas o perigos e obstáculos por que cada um passou apresentam semelhanças terríveis.
Harry pôde recomeçar a vida no Reino Unido, onde mora desde a Segunda Guerra. Ahmed conseguiu chegar à Suécia, onde reencontrou a família e pôde voltar a frequentar a escola.
Em todo o mundo, cerca de 50 milhões de crianças e adolescentes tiveram de abandonar seus lares. Destes, 28 milhões foram expulsos de suas casas por conflitos.
Segundo os dados mais recentes da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), 21,3 milhões de pessoas fugindo de guerras deixaram seus países de origem — e passaram a ser consideradas refugiadas. Desse contingente, mais da metade — 51% — são crianças e jovens com até 18 anos de idade.
“As necessidades dos refugiados nunca foram tão grandes. Agora, mais do que nunca, eles precisam do nosso apoio. Esperamos que este vídeo sirva como um lembrete de que por trás das manchetes estão as histórias individuais de crianças. Não refugiadas, não migrantes, mas crianças, cujo único sonho é a segurança, e a oportunidade de um futuro melhor”, disse a diretora do UNICEF Paloma Escudero.
Em 2015, 45% de todas as crianças refugiadas vieram de apenas dois países — Síria e Afeganistão. A Síria conta com o maior número de crianças refugiadas, com mais de 2,3 milhões de meninas e meninos registrados junto ao ACNUR. O Afeganistão contabiliza 1,3 milhão.