Setor produz até 70% dos alimentos que compõem a cesta básica dos países da região. Representantes de 23 países se reuniram com a FAO para definir as linhas principais do Ano, celebrado em 2014.

O produtor brasileiro Artur Ferreira Lima mostra farinha temperada caipira na Feira de Agricultura Familiar. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr (2010)
Para fixar os principais eixos regionais que devem ser abordados durante o Ano Internacional da Agricultura Familiar de 2014, representantes governamentais de 23 países, de organizações de agricultores familiares e de organizações internacionais se reuniram na semana passada na Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), durante o primeiro diálogo regional sobre o tema.
“Durante anos, a agricultura familiar foi abandonada pelos governos. Hoje, é reconhecida como a atividade econômica com o maior potencial de aumentar a oferta de alimentos e melhorar as condições de vida das populações mais vulneráveis em áreas rurais”, disse Raúl Benítez, representante regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Ele observou que a agricultura familiar é um dos pilares da segurança alimentar, um setor chave e um aliado estratégico para a erradicação da fome e da desnutrição em todos os países da região.
O diálogo regional é o primeiro de uma série de reuniões que ocorrerão em todo o mundo, organizadas pela FAO, o Fórum Rural Mundial, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e a Organização Mundial de Agricultores (OMA). O objetivo é identificar os desafios e oportunidades do setor, bem como as melhores políticas para promover o seu desenvolvimento.
Os resultados destes encontros serão levados para o Diálogo Global do Ano Internacional da Agricultura Familiar, que será realizado ano que vem em Roma.
“A agricultura familiar não é sinônimo de pobreza. Produz até 70% dos alimentos que compõem a cesta base dos países da região, por isso é parte da solução para a pobreza rural”, disse Álvaro Ramos, coordenador do Programa FIDA Mercosul.