Regiões sitiadas na Síria recebem primeira assistência humanitária da ONU desde 2012

Desde o início do ano, mais de 941 mil pessoas foram alcançadas pela assistência humanitária coordenada pela ONU e agências parceiras.

Comboios levando assistência humanitária às regiões de Arbin e Zamalka, na Síria. Foto: ONU

Comboios levando assistência humanitária às regiões de Arbin e Zamalka, na Síria. Foto: ONU

O enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, informou na quarta-feira (29) que a ONU conseguiu enviar, pela primeira vez desde 2012, assistência humanitária a Arbin e a Zamalka – duas cidades sitiadas na área rural de Damasco, capital do país.

“É um marco importante. Mas ainda não é o suficiente. Ainda não estamos alcançando tanto quanto queremos “, disse Staffan de Mistura. Com esta entrega, a ONU e as agências parceiras tiveram acesso, seja por terra ou através de lançamentos aéreos, a todos os 18 locais sitiados no país.

O comboio humanitário levou carregamento com água, itens de higiene e de saneamento, bem como alimentos, material de educação, de saúde e outros suprimentos de emergência para 20 mil mulheres, crianças e homens sírios carentes em Arbin e Zamalka.

“A ajuda não pode ser fornecida apenas uma vez. Continuaremos  apelando por acesso continuo a esses locais “, disse o porta-voz adjunto da ONU, Farhan Haz, a jornalistas em Nova York.

Outro comboio humanitário também foi entregue, pela primeira vez desde novembro de 2014, em Harasta, subúrbio de difícil acesso no norte de Damasco, atendendo mais de 12 mil pessoas.

Desde o início de 2016, mais de 941 mil pessoas – incluindo 354 mil pessoas em locais sitiados – foram alcançadas pela assistência humanitária coordenada pela ONU e agências parceiras.

Staffan de Mistura também ressaltou a necessidade de garantir avanços na transição política no país durante as rodadas de negociações intra-Síria do Conselho de Segurança.

Morte de jornalista – A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, denunciou a morte da fotojornalista síria Khalid Al Issa. Ela estava num prédio atingido por uma bomba caseira na cidade de Antakya.

 

Em comunicado à imprensa, Irina Bokova também pediu respeito aos jornalistas e aos direitos prescritos nas Convenções de Genebra. “O trabalho dos profissionais da comunicação social é essencial para todas as sociedades e, especialmente, para aquelas que enfrentam conflitos”, disse Bokova.

Desde 1997, com a adoção de uma resolução sobre a condenação da violência contra jornalistas, a UNESCO acompanha os casos de morte de profissionais de mídia em todo o mundo.