Regulamentação nacional e mercado competitivo são essenciais para expansão da banda larga, diz ONU

Novo estudo mostra que penetração é cerca de 8,7% maior em países com políticas claramente definidas. Concorrência amplia, em média, 1,4% a rede fixa e 26,5% a móvel.

Imagem: UIT/Comissão de Banda Larga para o Desenvolvimento Digital/Cisco Systems

Imagem: UIT/Comissão de Banda Larga para o Desenvolvimento Digital/Cisco Systems

Países que possuem políticas claramente definidas para implementação de banda larga estão alcançando melhores resultados que as nações que não regulamentam o setor, afirma relatório divulgado nesta segunda-feira (1) pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) em parceria com a Comissão de Banda Larga para o Desenvolvimento Digital e a empresa Cisco Systems.

De acordo com a pesquisa “Planejando para o Progresso: Por que as políticas nacionais de banda larga são importantes”, em média, países com regulamentação tem 8,7% mais banda larga do que os que não possuem planos nacionais.

Uma vez que fatores como maior renda média per capita, concentração de mercado e urbanização são descontados, a pesquisa sugere que os países com regulamentação se beneficiam, em média, 2,5% a mais da penetração da banda larga fixa e 7,4% da banda larga móvel.

O relatório conclui que a concorrência de mercado também tem um papel importante no aumento da penetração da banda larga. Os países que possuem mercados competitivos têm cerca de 1,4% mais banda larga fixa e 26,5% móvel.

“Os governos estão percebendo que as redes de banda larga não são apenas vitais para a competitividade nacional, mas também para melhorar educação, saúde, serviços públicos como energia e água, gestão ambiental e uma série de atividades”, disse o secretário-geral da UIT, Hamadoun I. Touré. “A banda larga é o elemento-chave não apenas da interação humana, mas dos sistemas de comunicações máquina a máquina que vão sustentar o mundo de amanhã.”