Desde a guerra de 1967, cerca de 750 mil palestinos passaram por prisões israelenses. Isso constitui cerca de 40% da população palestina de homens.
O Relator Especial das Nações Unidas sobre a Situação de Direitos Humanos nos Territórios Palestinos Ocupados, Richard Falk, disse hoje (02/05) que ficou horrorizado com as contínuas violações dos direitos humanos em prisões israelenses em meio a uma onda de greves de fome dos prisioneiros palestinos.
Mais de mil prisioneiros palestinos começaram uma greve de fome há duas semanas, no dia 17 de abril – Dia dos Prisioneiros Palestinos – para protestar contra os procedimentos injustos de detenção, prisões arbitrárias e celas em condições precárias, de acordo com comunicado de imprensa emitido pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).
As autoridades prisionais têm tomado medidas punitivas contra os trabalhadores em greve de fome, inclusive negando visitas de familiares e advogados, confiscando seus pertences pessoais e colocando-os em confinamento solitário, acrescentou o comunicado. “Eu estou chocado com a persistência das violações dos direitos humanos em prisões israelenses e exorto o Governo de Israel a respeitar suas obrigações internacionais em matéria de direitos humanos para todos os prisioneiros palestinos”, ressaltou Falk.
Falk também observou que, desde a guerra de 1967, cerca de 750 mil palestinos, incluindo 23 mil mulheres e 25 mil crianças, passaram por prisões israelenses. Isso constitui cerca de 20% do total da população palestina nos territórios ocupados ou 40% da população palestina de homens.