Encerrando uma visita de dez dias ao nordeste da Ásia, o relator especial sobre a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte, Tomás Ojea Quintana, pediu na semana passada (25) uma solução urgente para melhorar a situação humanitária do país. Ele citou a necessidade de uma abordagem multifacetada para a região com foco em sua população.

Campo usado para a agricultura na Coreia do Norte. Foto: FAO
Encerrando uma visita de dez dias ao nordeste da Ásia, o relator especial sobre a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte, Tomás Ojea Quintana, pediu na semana passada (25) uma solução urgente para melhorar a complexa situação humanitária do país. Ele citou a necessidade de uma abordagem multifacetada para a região com foco em sua população.
“Encontrei pessoas que perderam parentes próximos como resultado de sequestros ou deslocamentos durante a Guerra da Coreia. O sofrimento desses civis é enorme. Precisamos de uma solução urgente”, disse Quintana em comunicado emitido pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).
O relator especial também chamou a atenção para a necessidade de levar os autores das violações aos direitos humanos à justiça. Segundo ele, sem impunidade, novas violações podem ser evitadas.
Ele observou ainda que a prestação de contas, bem como a expansão de iniciativas humanitárias e de direitos humanos, com um maior engajamento com as autoridades do país, são complementares e que todos os grupos da sociedade civil merecem apoio.
“As pessoas que tiveram de deixar a Coreia do Norte estavam bastante conscientes dos seus direitos”, disse, acrescentando que conversar com essas pessoas o ajudou a compreender algumas das violações que as motivaram a partir.
“Fiquei particularmente comovido com os testemunhos, bem como com a capacidade das pessoas de resistência. Apesar de todos os desafios que esses civis já passaram, eles agora olham para o futuro”, acrescentou.
O relator especial apresentará um relatório completo sobre a sua missão ao Conselho de Direitos Humanos em março de 2017.
De acordo com o ACNUDH, desde a criação do mandato do relator especial, em 2004, os especialistas que ocuparam o cargo pedem para visitar a Coreia do Norte. No entanto, até agora o acesso não foi concedido. Por conta disso, os especialistas visitam outros países da região, como o Japão, a Tailândia e a Coreia do Sul.