Segundo Ben Emmerson, as novas medidas prometidas não combateriam somente as manifestações de terror, mas também suas causas sociais, econômicas e políticas.

Ben Emmerson, relator especial das Nações Unidas sobre os direitos humanos e a luta contra o terrorismo. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré
Em um comunicado à imprensa, o relator independente da ONU sobre direitos humanos e luta contra o terrorismo, Ben Emmerson, elogiou o que considerou um discurso “inovador” do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre o estabelecimento de princípios que regem a utilização de medidas de luta contra o terrorismo, como o assassinato de suspeitos.
Obama disse na quinta-feira (23) que, como parte de uma mudança na política dos EUA contra o terrorismo, ele iria restringir o uso de ataques aéreos, fechar a prisão da Baía de Guantánamo, em Cuba, e buscar novos limites para o próprio poder de guerra do país.
“O discurso afirma, pela primeira vez, o compromisso desta administração para buscar um fim para o conflito armado com a Al-Qaeda logo que possível. Lembra ao mundo que nem toda ameaça terrorista ou ataque terrorista pode ser equiparado a uma situação de permanente conflito armado e define de forma mais clara as justificativas legais da administração para o assassinato de seus alvos e suas limitações”, disse Emmerson.
Ele acrescentou que o reconhecimento de que chegou a hora de enfrentar não apenas as manifestações de terrorismo, mas também as suas causas sociais, econômicas e políticas em todo o mundo, “sinaliza uma mudança na retórica e uma mudança na ênfase da política para a promoção de uma estratégia sustentável e ética contra o terrorismo”.
Emmerson deve se encontrar com funcionários do governo dos Estados Unidos nos próximos dias em um esforço para impulsionar as medidas prometidas.