Relator Especial da ONU pede liberação de prisoneira palestina em greve de fome

Hana Shalabi está em greve de fome desde sua detenção no dia 16 de fevereiro. Ela protesta contra sua prisão arbitrária e os maus tratos por parte de Israel.

O Relator Especial das Nações Unidas sobre a Situação de Direitos Humanos nos Territórios Palestinos Ocupados, Richard Falk, disse na quarta-feira (14/03) ser preocupante a situação da prisioneira palestina em greve de fome, Hana Shalabi. Ela já está sem comer desde sua detenção no dia 16 de fevereiro como forma de protestar contra a sua prisão arbitrária e os maus tratos por parte de Israel.

“Israel deve acabar com o tratamento desumano de Shalabi e libertá-la imediatamente”, defende Richard Falk. “O governo israelense chama isso de detenção administrativa, mas o termo mais honesto seria detenção sem acusação ou detenção arbitrária”.

Ele ainda afirmou que a prisioneira vem recebendo um tratamento desumano. “Shalabi tem sido mantida em prisão solitária. Na presença de sua família, ela foi vendada e tratada com dureza por cerca de 50 soldados enquanto ela e seu irmão era detidos.” Os pais de Shalabi também aderiram a greve de fome desde 23 de fevereiro.

De acordo com Richard Falk, 300 prisioneiros palestinos seguem detidos arbitrariamente em Israel. Segundo o Relator independente da ONU, diversos especialistas sobre as condições de prisões locais afirmaram que há relatos de casos de abusos físicos, verbais e psicológicos; falta de acesso a tratamento médico adequado; negligência médica; uso abusivo de confinamento solitário por longos períodos; celas superlotadas e antiquadas; e ausência de visitas familiares.