Relatores da ONU criticam prisão de mulheres defensoras dos direitos humanos na Arábia Saudita

Especialistas de direitos humanos da ONU pediram na sexta-feira (12) que a Arábia Saudita liberte “imediata e incondicionalmente” todas as mulheres defensoras dos direitos humanos, incluindo seis presas por acusações relacionadas a manifestações pacíficas.

“Gostaríamos de lembrar o governo saudita de sua obrigação de proteger e promover os direitos de todos os defensores de direitos humanos que realizam trabalho legítimo pacificamente”, disseram os especialistas.

Bandeira da Arábia Saudita vista na sede da ONU em Nova Iorque. Foto: ONU/Loey Felipe

Bandeira da Arábia Saudita vista na sede da ONU em Nova Iorque. Foto: ONU/Loey Felipe

Especialistas de direitos humanos da ONU pediram na sexta-feira (12) que a Arábia Saudita liberte “imediata e incondicionalmente” todas as mulheres defensoras dos direitos humanos, incluindo seis presas por acusações relacionadas a manifestações pacíficas.

As mulheres foram acusadas de se envolver em manifestações pró-democracia e de se manifestar anteriormente pelo direito de votar e dirigir. No final de junho, um decreto real suspendeu a proibição de dirigir.

Os nove especialistas independentes — entre relatores especiais da ONU e membros de grupos de trabalho — condenaram as ações de autoridades sauditas pela detenção de mulheres defensoras dos direitos humanos, “nos termos mais fortes possíveis”, pedindo libertação “imediata e incondicional”.

Samar Badawi, Nassima Al-Sadah, Nouf Abdulaziz, Mayya Al-Zahrani e Hatoon Al-Fassi estão detidas sem quaisquer canais de comunicação. Elas foram particularmente ativas em manifestações pelos direitos das mulheres.

Em comunicado, os especialistas pediram que autoridades sauditas “tornem imediatamente conhecido o paradeiro destas cinco defensoras dos direitos humanos e conceda acesso a suas famílias e advogados”.

No grupo de mulheres detidas também está Israa Al-Ghomghan, que enfrenta possível execução apesar de ter tido representação negada durante seu julgamento. Ela está sendo julgada pela Corte Criminal Especializada de Riad, uma entidade focada em casos relacionados a terrorismo.

“É repreensivo que a Al-Ghomaghan esteja enfrentando pena de morte por reivindicar seu direito fundamental de se manifestar pacificamente”, destacaram os especialistas da ONU.

Eles acrescentaram que as defensoras de direitos humanos estão sujeitas a riscos particulares e são vulneráveis à ampla discriminação com base em gênero, destacando que o dever do governo saudita é com seu povo.

“Gostaríamos de lembrar o governo saudita de sua obrigação de proteger e promover os direitos de todos os defensores de direitos humanos que realizam trabalho legítimo pacificamente”, disseram os especialistas.